Empresa se recusa a abrir CAT: passos legais para resolver a situação

Quando a empresa se recusa a abrir um CAT, o trabalhador enfrenta um obstáculo para acessar benefícios como o auxílio-acidente. Ainda que essa situação não seja rara, é possível obter o documento por outros meios previstos, já que o empregador tem a obrigação de emitir esse documento quando o empregado sofre um acidente de trabalho.

Então, se você quer descobrir quais são os passos legais para resolver a situação e registrar o acidente, a fim de garantir o acesso aos benefícios e lidar com a situação de forma adequada, continue com a leitura deste artigo e entenda melhor sobre: 

  • o que é a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e qual a sua importância;
  • o que fazer quando a empresa se recusa a emitir a CAT;
  • quais são as garantias do trabalhador quando a CAT não é emitida;
  • como evitar a recusa da empresa em emitir a CAT;
  • quais as consequências para a empresa caso não emita a CAT;
  • como agir mesmo quando a empresa não cumpre suas obrigações.

O que é a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e qual a sua importância?

A CAT é o documento oficial que registra os acidentes de trabalho, trajetos e doenças ocupacionais, e pode ser preenchida eletronicamente via eSocial (pela empresa) ou através do Meu INSS. Além disso, a sua emissão é obrigatória até o primeiro dia útil seguinte ao ocorrido e serve para comprovar a relação entre o acidente e a atividade laboral entre o incidente e a atividade laboral.

Desse modo, é essencial para o trabalhador acessar benefícios, como auxílio-doença acidentário (pago a partir do 16º dia) e estabilidade de 12 meses no emprego após alta. Sem CAT, pode perder a prioridade em perícias e pode enfrentar indeferimentos. No entanto, o fato da empresa se recusar a abrir um CAT não impede o acesso aos benefícios previdenciários. 

Leia mais: Qual a Influência do Histórico de Contribuição sobre a Carência do Auxílio-Acidente?

O que fazer quando a empresa se recusa a emitir a CAT?

Se a empresa se recusar a abrir a CAT, o trabalhador pode registrá-la diretamente no site ou app Meu INSS, pelo telefone 135 ou por meio do sindicato, médico assistente ou autoridade pública. Antes disso, é recomendável formalizar a solicitação à empresa por escrito (e-mail ou notificação). 

Também é importante que anexe o atestado médico e os detalhes do acidente, o que ajuda a contar a reunir comprovações caso o empregador se recuse. E havendo a recusa, o trabalhador deve ainda notificar o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para solicitar uma fiscalização ou acionar o sindicato para que a entidade faça uma intermediação.

Quais são as garantias do trabalhador quando a CAT não é emitida?

A boa notícia é que mesmo se a empresa se recusa a abrir CAT, o trabalhador mantém o acesso aos benefícios, como auxílio-doença, auxílio-acidente e estabilidade provisória, desde que o acidente seja comprovado por laudos médicos e testemunhas. Além disso, pode haver determinação para emissão retroativa da CAT e condenar a empresa por danos morais ou materiais.

Nesse caso, o processo pode ser iniciado com a apresentação de documentos e comprovações do ocorrido, descrevendo o acidente, juntando provas (exames, BO) e requerendo o reconhecimento do nexo. Assim, essa decisão pode suprir a ausência da CAT perante o INSS, o que ajuda a proteger o acidentado ao fazer com que ele receba as verbas atrasadas, quando for o caso.

Leia mais: Qual o valor do Auxílio-Acidente e como é calculado?

Como evitar a recusa da empresa em emitir a CAT?

Para evitar que a empresa se recuse a abrir CAT, recomenda-se que o trabalhador comunique o empregador sobre o acidente por escrito imediatamente, com data, hora e descrição detalhada. É importante documentar tudo, incluindo fotos, vídeos, testemunhas e/ou boletim de ocorrência, o que faz com que sejam preservadas essas provas para fortalecer a comprovação do ocorrido 

Outra dica é buscar apoio do sindicato da categoria para que ele pressione a empresa a formalizar o acidente através do eSocial. Essa estratégia pode ser decisiva na proteção do trabalhador, além de incentivar o cumprimento das obrigações previstas em situações futuras.

Quais as consequências para a empresa caso não emita a CAT?

As empresas que se recusam a abrir CAT enfrentam multas administrativas do Ministério do Trabalho e Emprego. O valor varia de um a dez salários mínimos regionais, que são aplicados durante uma fiscalização. Há também o risco de haver processos com possíveis indenizações e penalidades  e pagamento retroativo de benefícios, além de medidas relacionadas aos benefícios previdenciários. 

Já a negligência da empresa diante da situação prejudica a sua gestão com autos de infração e o aumento do índice de sinistralidade, que afeta os seguros. Tudo isso impacta as novas contratações e parcerias devido ao impacto negativo na reputação da organização. 

Leia mais: Quem recebe auxílio-acidente pode trabalhar de carteira assinada?

Garanta seus benefícios mesmo quando a empresa não cumpre suas obrigações

Agir estrategicamente perante a recusa do empregador em emitir o CAT, por meio do registro direto no INSS ou outros caminhos disponíveis é uma forma de preservar o acesso aos benefícios do trabalhador. 

Agora que você já sabe como agir quando a empresa se recusa a abrir a CAT, veja também quanto tempo demora o processo de auxílio-acidente.

Precisa de Ajuda para Conseguir o Auxílio Acidente?

Se você sofreu um acidente e está enfrentando dificuldades para obter o auxílio acidente, saiba que não está sozinho. A DS Beline oferece assessoria especializada para ajudar você a garantir esse direito. Nossa equipe analisa seu caso, orienta sobre os documentos necessários e acompanha cada etapa do processo até a liberação do benefício.

Solicite uma análise gratuita agora mesmo!
Preencha o formulário e fale agora com um especialista da DS Beline.

Categorias

Compartilhar :
Comentários